Escola e criatividade

Na escola aprendemos que para falar precisamos levantar o dedinho…

Na escola aprendemos que “quando um burro fala, os outros abaixam as orelhinhas”…  Na escola aprendemos que para ir ao banheiro precisamos pedir autorização a tia (o que na maioria das vezes,. não rolava muito bem… “vou pedir para ir ao banheiro assim, na frente de todo mundo? E aí todo mundo vai saber o que vou fazer. Qual vai ser o meu apelido quando eu voltar? Melhor não… melhor segurar um pouco. Afinal, faltam só 2h para o recreio…”).

Na escola aprendemos que para ganhar elogio da tia precisamos ficar bem quietinhos (“se eu quiser me dar bem com a tia, preciso ficar bem quietinho, não questionar muito, e fazer tudo do jeitinho que ela disser… afinal, ela é a tia, e sabe de tudo!”).

Fomos treinados a acertar. Nunca preparados para errar. E o medo de errar nos paralisava. O medo de errar nos impedia de ir além. O medo de errar nos impedia de experimentar. Era melhor ir na opção mais segura para não ter erro.

E assim, nossa criatividade foi sendo podada ano após anos. O diferente nunca foi bem visto ou entendido corretamente. Em alguns casos era diagnosticado como hiperativo, e tinha que tomar remédio para ficar quietinho…

Complexo, não?

Enfim, é só uma provocação… Eu sei que temos alguns exemplos de escolas que verdadeiramente trabalham a criatividade e o modelo inovador em nossas crianças. Mas sabemos que, infelizmente, essas escolas são a minoria. A proposta de educação construtivista, por exemplo, casa bem com esse modelo de desenvolvimento da criatividade. Ou melhor, a não restrição da criatividade. Mas como eu disse, essas escolas são minoria. A grande maioria de nós foi educado em uma escola que nos restringia mais do que incentivava nosso espírito criativo e inovador.

Na escola fomos treinados a não questionar muito, e a buscar a opção correta para cada questão que nos era passada como modelo de treinamento mental. E hoje, em nosso trabalho somos cobrados por soluções inventivas, por criatividade, por inovação. Mas como assim?!

Veja esse vídeo. E reflita um pouco sobre o assunto…

Com a palavra, meus amigos educadores… 🙂

3 comentários Adicione o seu

  1. Só experimentando se aprende. Não tenhamos medo de errar, entretanto descartemos o compromisso com erro; se não deu certo, que se procure nova solução. Grandes inventos são frutos de métodos heurísticos.

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    1. marcusaar disse:

      Isso mesmo, Laédio! O compromisso com o erro não está em gostarmos de errar, ou buscarmos errar, mas sim que que o erro não seja tratado como motivo de vergonha e que deve ser escondido. O erro deve ser utilizado como processo de crescimento e aprendizado.

      Curtir

  2. Alex Souza disse:

    Republicou isso em EduTech Brasil.

    Curtido por 1 pessoa

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