Quem é esse tal de Pitt?

Já imaginou você com a cabeça longe, pensando nos vários projetos que você gostaria de tirar do papel, e de repente você se vê em um elevador, e quando você levanta a cabeça está ali ao seu lado a pessoa que pode te ajudar a viabilizar seus projetos?

Você só tem duas alternativas nessa hora… Voltar a olhar para o indicador do andar e esperar aqueles segundos intermináveis até a hora de chegar ao seu andar e você sair correndo, e na primeira oportunidade, tacar sua cabeça na parede com raiva da oportunidade perdida; ou respirar fundo, e dar o primeiro passo para o sucesso de um dos seus projetos, e conquistar a atenção e o interesse do seu potencial investidor com um pitch matador!

E aí, qual vai ser?

Se eu fosse você, escolheria a opção 2… Aquele pitch matador!

Tá certo… Vou nessa! Massa! Muito legal! Vou lá…

Mas peraí… Quem é mesmo esse tal de Pitt matador?

Pitt o que, má! É Pitch, doidim! Prestenção…

Pitch é um termo em inglês e que pode significar o arremesso da bola em uma partida de basebol, ou ainda afinação de um cantor. Mas no cenário de negócios e empreendedorismo, o termo possivelmente derivou do “sales pitch” ou discurso de vendas. Na maioria das vezes, quando alguém está falando de startups e usa a expressão “pitch”, ela está falando sobre o discurso rápido (em média de 2 a 5 minutos, no máximo) que empreendedores  fazem para potenciais investidores em busca de financiamento para seus projetos.

Já o termo “elevator pitch” é um tipo específico e resumido de pitch, focado na apresentação da proposta de valor e em como a empresa pretende capitalizar dinheiro com esse negócio. O “elevator pitch” tem esse nome, apresentação de elevador, porque tem origem no questionamento “e se você encontrasse um investidor no elevador, o que você diria sobre o seu negócio?”. Você precisaria apresentar rapidamente sua ideia antes que seu potencial investidor chegue ao seu andar e tenha que desembarcar de sua viagem rumo ao sucesso (ou não, né?).

“Tendeu”?

Tá… agora precisamos falar um pouco sobre como preparar o tal do pitch matador.

Todo pitch tem uma estrutura básica clássica:

  • Apresentação do problema e da oportunidade de negócio: identificar o problema a ser atacado, com destaque para as oportunidades de negócio. É interessante destacar também o mercado a ser atacado com a sua solução, e como esse mesmo mercado não está sendo atendido pelos principais players;
  • Apresentação da sua solução, com especial destaque aos seus diferenciais: qual a solução a ser utilizada para atender/atacar o problema apresentado inicialmente, com destaque a inovação alcançada e diferencial. Nesse ponto, é importante não focar em funcionalidade provida, mas sim em benefícios alcançados com a sua solução. Foque nos benefícios;
  • Apresentação de diferenciais: identificar seus principais diferencias competitivos, tendo como referência o principal player do mercado.  E sim, todo negócio tem concorrentes. Olhe para eles com carinho, mas também com ambição de conquistar uma boa fatia do mercado hoje tomada por eles;
  • Modelo de negócio: muitos empreendedores dedicam muito tempo a apresentação da solução, detalhes técnicos (o que inclusive não deve ser tocado no pitch pela simples razão de não haver tempo para isso agora), que esquecem ou ficam sem tempo para falar sobre o modelo de negócio. Reserve um tempo para falar como você pretende ganhar dinheiro com esse negócio. E,
  • Equipe: fale sobre você e sua equipe, e porque você são as pessoas certas para tornar esse projeto uma realidade.

É claro que essa estrutura é uma proposta. Ela não deve ser engessada, e você poderá adaptar/ajustar seu pitch com criatividade, pensando sempre em chegar ao “coração do investidor”. Pense que o pitch é o momento da conquista.

Ah! Independente da abordagem de realização de um pitch, seja ele com uso de recursos audio-visuais de uma apresentação, ou somente com o discurso no “gogó”, o pitch pode ser o momento da conquista de seu potencial investidor, ou ainda o convencimento de sua equipe ou futuros sócios para o início de uma jornada empreendedora de sucesso. E assim sendo, merece e deve ser bem preparado e ensaiado. Lembre que a apresentação para potenciais investidores do seu negócio, além de ser crítica para o entendimento da oportunidade, serve também como demonstração da sua capacidade de comunicação e grau de “desenrolamento”, habilidades fundamentais para qualquer negócio.

Então, ensaie, ensaie, e ensaie. E quando terminar, só para fechar com chave de outro, ensaie mais um bocadinho… E é sempre bom também ver alguns outros pitchs para buscar inspiração. O portal Bestpitchdecks.com tem alguns bons exemplos de pitchs matadores.

E aí, tendeu agora?

Saquei! Então quer dizer que esse tal de pitch é uma conversa rápida de 3 minutos para conquistar o cliente, e pronto, né?

E depois, é só partir para o abraço, né? Tendi!

Quase… Não esquece que de nada adianta você realizar um pitch sensacional, e não ter desdobramentos desse discurso. Após o pitch, agende um momento para uma conversa com mais calma com seu investidor, prepare material complementar com bastante informação e conquiste esse grande parceiro para seus projetos.

E para finalizar, repito o que ouvi outro dia alguém falar sobre pitchs…

Tenha em mente que os investidores inicialmente não estão interessados em fazer negócios, mas em ouvir boas histórias sobre negócios.

Boa sorte e bons projetos para você!

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